Missão de Semana Santa 2025 – Cidade Matias Cardoso Paroquia N.S. Conceição

Publié le : 21 juin 2025

O Projeto Missionário de Semana Santa “Juntos em Família”, parceria das Irmãs Dominicanas da Congregação Romana de São Domingos (CRSD) e Fraternidade Leiga Dominicana (FLD), ganhou corpo por ocasião dos 800 anos d’Ordem Dominicana. Para juntos anunciar a beleza da Ressurreição de Jesus Cristo e fazer ressoar o carisma da Ordem Dominicana pregadoras/es, os membros da FLD e as Irmãs Dominicanas selaram uma parceria e juntos iniciaram este projeto MISSIONÁRIO em 2017.

Sempre optamos pela região do norte de Minas Gerais e a cada cidade voltamos 3 vezes. O projeto iniciou –se em Machacalis (diocese de Teófilo Otoni) e em seguia assumiu na diocese de Janaúba particularmente na paroquia de Catuti e pelo terceiro ano consecutivo na cidade de Matias Cardoso.
Todos anos antes da missão organizamos encontros formativos tanto presenciais como onlines para os missionários. Esse ano os encontros aconteceram nos meses de fevereiro e março. O primeiro encontro aconteceu no dia 08 de fevereiro com a assessoria da Irmã Luciana Vinicius da Congregação Romana de São Domingos que trabalhou o tema “Missão em comunidade”, no 15 de março contamos com assessoria do Padre Carlinhos, diocesano, com o três temas iluminadores para a missão deste ano de 2025 : Jubileu do ano Santo, A sinodalidade e sobre a encíclica “Dilexit nos”. No dias 18 de abril tivermos formações online com a animação do Frei Bruno também Dominicano, que partilhou um pouco sobre a Campanha da fraternidade : Fraternisade e ecologia integral.
Após as formações fizermos o tríduo, momento forte de espiritualidade, cada missionário foi convidado a rezar no lugar onde estivesse, partilhar as suas expectativas e preparar o coração para as fortes experiências que viveriam na missão “Juntos em Família”.
A Missão é sempre um desafio, é um jogar - se no desconhecido. Mas, com a certeza de que o irmão que te espera está de braços abertos. Esse projeto da Fraternidade Leiga Dominicana Santa Catarina de Sena existe a 14 anos, apenas durante a pandemia não partimos em Missão, portanto já em 12 Semanas Santas deixamos nossas famílias e partimos na esperança de levar o Deus em nós para encontrar o Deus de alguém que não conhecemos. Tem sido um caminho de muitos encontros, conhecemos pessoas que nos aproximaram de Deus, que nos ensinaram amor, nos mostraram a fé genuína, pura e despretensiosa. Encontramos pessoas que estavam vazias, de Deus e da fé, encontramos pessoas que desconheciam o valor de um abraço, que não sabiam que afeto existe e é possível.
Vimos muito, aprendemos muito, ensinamos muito, levamos e trouxemos. Mas, fundamentalmente o que guardamos no coração foram sorrisos, lágrimas e sentimentos profundos que nos fizeram amadurecer, aumentaram nossa fé.
Nossa Missão tem sido eficiente em evangelizar, promovendo formações, orientando sobre como formar grupos de jovens, pastorais familiares, encontros de casais, catequese, orientamos sobre liturgia, realizamos celebrações. Construímos um caminho bonito de belas parcerias, demos o nosso melhor.

Alguns missionários partilhou um pouco do vivido, confira :

Olha para mim foi uma experiência que nunca tinha passado antes, está presidindo uma celebração, em uma semana santa e também ser fora da igreja e com poucas pessoas foi uma experiência nova e gratificante para mim e para as pessoas que foram, que disseram que nunca tinha tido uma semana santa lá naquela comunidade.

Maria do Carmo – missionária

Com grande alegria nos dirigimos a comunidade que nos acolheu com princípios cristãos tão cristalinos que aqueceu e aflorou em nós o espírito fraterno e misericordioso q nosso mestre Jesus nos ensinou.
Pudemos vivenciar este espírito através da fraterna acolhida, expressa na total abertura das casas, das famílias, dos corações.
O mais impressionante foi colocar em prática o q ouvimos nos evangelhos e isto nos mostrou q, diferente das nossas cidades de origem, donde às vezes somos pouco acolhidos, o mais bonito foi a comunidade, com paciência e bom coração, ouvir e acolher a palavra de Deus que conseguimos proclamar.
Nossa coragem foi crescendo ao longo do caminho. Foram três anos, em varias comunidades rurais e também na sede, q calejaram com amor os nossos passos. Conseguimos assentar para organizar, projetar, elaborar nossos itinerários, porém a certeza de que quem nos guiava era sempre o Espírito Santo.
Hoje sabemos que a partilha comunitária é a verdadeira comunhão, pois tivemos a oportunidade de experimentar.
Acreditamos que houve uma troca de conhecimentos entre cada um de nós - missionários e comunidades, e assim nós descobrimos mais ricos.
Levamos o que tínhamos e colhemos, de cada coração, o q nos foi dado. Cada um e a comunidade inteira era o corpo de Cristo vivo, alimentando-nos de profundo amor.
Voltamos fortalecidos na fé e na esperança de que o mesmo tenha sido colhido por todos.
Às irmãs dominicanas, idealizadoras do projeto, aos padres q nos acompanharam, ao padre Valdemir, a cada um deste maravilhoso rebanho, nosso muito obrigado.
Gratidão

Cida, Jacy, Mª do Porto- Missionaria

Três anos fazendo Missão em Matias Cardoso, na minha ingênua visão, pensei por ser veterana, estar muito preparada. Mas, as surpresas que Deus tem para nós, mostram a grandeza de sermos servos e de sermos sempre conduzidos por Ele.
Fui enviada para a Comunidade Lajedão e vi que Deus mora ali, no coração daquela gente. A Semana Santa 2025 ficará para sempre guardada no meu coração, a acolhida, o carinho, que encontrei em Lajedão não me permite dizer menos que muito obrigada, minha gratidão é eterna. Cada abraço, cada demonstração de carinho está gravado na minha alma eternamente.
É uma linda Comunidade, acredito que precisam de formação, de incentivo e de organização, mas o principal eles já possuem, fé verdadeira, união e força.
A Semana Santa 2025 em Lajedão foi marcada por uma participação expressiva e colaboração de todos para a realização dos encontros e celebrações.
Um capítulo muito especial de nossa história diz respeito às visitas que fazemos durante nossa estada em cada comunidade. Em Lajedão todas as portas em que batemos se abriram para nós, evangélicos, católicos, todos nos acolheram com respeito e carinho.
Encontramos o Deus do outro e levamos o nosso, foi especial. Foi uma Semana Santa de muitas bênçãos. Lajedão estará em minhas orações.

Valéria Schulz – membro da fraternidade leiga Dominicana

E aí missionária, o que temos pra relatar, eu digo que vi poucas pessoas comprometidas e que o dono da igreja também é um grande impecelio, embora eu não tenha nada a reclamar dele, nos tratou com muito carinho e muito cuidado e você o que tem a declarar ? Gostei muito da missionária que estava comigo, ela é gente boa demais, tá faltando ser ministra da eucaristia e eu também.

Eliodo – missionária

Fomos designadas pra ir em 3 comunidades, porém celebramos somente nas casas dos moradores da Lapinha, que apesar de ter a Capela de São Sebastião, a mesma se mantém fechada, por ser de difícil acesso aos moradores que na maioria são idosos.
Na Lapinha tinha o maior número de moradores, 13 pessoas, dentre essas 5 jovens e nunhuma criança.
Na Ilha do Capão um casal de idosos, pois os demais além de evangélicos, não pertencem mais à sede Matias Cardoso.
Já em Vargem da Manga visitamos 4 famílias, sendo 5 adultos e 1 criança.
Em todas as comunidades o que vimos foi muita fé, alegria e companheirismo e que infelizmente, apesar de toda união, a tendência é essas comunidades serem extintas no futuro, devido ao número de idosos e a evasão dos mais jovens em busca de emprego. Hoje já existe um grande número de casas fechadas e outras de temporadas, utilizadas por pescadores.
A comunidade conta com uma voluntária, a Elisângela, que é responsável pelas celebrações semanais e catequese. Conta também com a presença mensal do padre.
No mais, foi muito bom, uma experiência maravilhosa, com pessoas simples, de grande coração e muito acolhedoras.
Esperamos que nosso trabalho tenha deixado uma sementinha no coração de cada um, pois foi feito com muito amor e dedicação.

Ilda Resende - missionária

A missão na comunidade Lagoa Nova foi um desafio, as pessoas de lá estão pouco comprometidas, a igreja (construção) está no quintal ( terreno doado) de um senhor que cria alguns empecilhos, apesar de não termos nada a reclamar dele, pois nos recebeu com muito carinho e cuidado, sempre pronto para nos atender em tudo, os poucos que demonstraram interesse em realizar algum trabalho veem nele uma barreira. Precisam também de formação, principalmente de liturgia, catequese para crianças e adultos. A distância e a idade avançada dos moradores também dificulta a presença nos encontros.
Tirando estes "pequenos" contratempos a missão foi uma bênção, fizemos todas as visitas, tivemos encontros com a comunidade, com as crianças, celebramos com alegria todos os dias. Como dupla missionária nos demos muito bem, só faltou sermos ministras da Eucaristia e da palavra. Em fim, a semente foi plantada esperamos que eles possam colher frutos. Com muita alegria

Dorinha e Ana – missionárias